terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fwd: Austeridade - E depois? Porque precisamos de uma alternativa...

Austeridade

E depois?

por João Paulo Guerra  in Diário Económico
19/10/10 00:05

Os portugueses vão acabar por entender, perante esta etapa da crise e face à brutalidade das medidas de austeridade, que tanto lhes faz como lhes fez votar PS ou PSD.

As políticas dos dois partidos são idênticas, apenas divergindo em questões de luta pelo poder. O PSD não está em desacordo com o Orçamento do PS: está a fazer o seu número de prestidigitação para tirar um Coelho da cartola, ao mesmo tempo que procura que seja o PS a fazer o trabalho sujo, que lhe desbaste o caminho. Enquanto isto, o PS vai tentando diferenciar-se do PSD invocando a defesa do Estado Social, com o que poderá enganar mais uns tantos que acreditem que o Estado Social se defende com um Orçamento intermediado pelos bancos, que esmaga as famílias com menos rendimentos e aumenta as desigualdades. Atente-se neste pequeno mas significativo pormenor: o Governo que corta a direito, atropelando assalariados e pensionistas, justifica-se com a alegada escassez de meios técnicos para não carregar um poucochinho sobre as chamadas pensões douradas.

E depois há outro motivo de reflexão: de que vale aos portugueses votarem PS ou PSD se o País é depois governado pela direita radical europeia? Nunca como hoje a Europa foi tão uniforme na coloração política. E três dos governos que escapam ao redil, apesar das afinidades das práticas políticas - Portugal, Espanha e Grécia - estão sob terrível pressão para arrasar o que resta da Europa social. A direita europeia subiu ao poder sobre os escombros da política direitista dos partidos socialistas e social-democratas e agora tem o terreno desbravado para acabar com os derradeiros resquícios de direitos sociais.

E depois? Depois as Merkl e os Sarkozy nomeiam os seus regentes e os Pê Esses passam à história por umas décadas.

joaopaulo.guerra@economico.pt

 




Pergunto eu agora, porquê - "

governado pela direita radical europeia? Nunca como hoje a Europa foi tão uniforme na coloração política"

Não haverá por ventura uma concertação entre esta gente toda?... talvez acordada numa reunião... em que se juntem as influencias dos países?... tipo 1 vez por ano?... num resort fechado?...

Pensa nisto...


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PSD arrisca mais do que o PS se precipitar uma crise política

in Publico de 12-10-2010


 PSD arrisca mais do que o PS se precipitar uma crise política

Por Filomena Fontes

O sociólogo Manuel Villaverde Cabral diz que um "basta à chantagem" por parte de Pedro Passos Coelho oferece várias saídas


No meio de uma radicalização onde não se descortina recuo, PSD e PS travam uma luta de poder em torno do Orçamento do Estado (OE). No deve e haver deste já longo pingue-pongue político, José Sócrates e Pedro Passos Coelho estão sob o escrutínio cerrado. E o país em suspenso. O PÚBLICO ouviu sociólogos e politólogos sobre os contornos da crise política que se adensa e que pode mesmo desembocar em eleições antecipadas. E nem todos estão de acordo.

Desdramatizando um eventual chumbo do Orçamento, o sociólogo Manuel Villaverde Cabral entende que as eleições podem ter a virtude da "clarificação política", interrompendo "um ciclo de 12 anos de governação socialista que levou o país à estagnação económica". A radicalização que tomou conta do discurso político dos dois partidos é, para este sociólogo, a expressão clara de um governo minoritário que se comporta como se tivesse uma maioria absoluta, "liderado por uma pessoa que faz do autoritarismo uma imagem de marca". Daí que olhe para a eventual reprovação do OE por parte de Passos Coelho como "um basta à chantagem", que abre várias saídas. Seja obrigar Sócrates a rever o Orçamento, por intervenção directa do Presidente da República, forçando o entendimento com outros partidos; seja a demissão de Sócrates ("ficando lá a tomar conta do sarilho que arranjou até novas eleições"); ou a formação de um governo de iniciativa presidencial. "O país não vai acabar e, em compensação, pode acabar esta pequena ditadura do engenheiro Sócrates, o que, apesar de tudo, pode não ser uma coisa má", ajuíza.

Teimosia e danos

O politólogo António Costa Pinto tem opinião distinta. Evidencia os "danos" que "a teimosia" em torno da aprovação do Orçamento já trouxeram para a actual direcção do PSD. Intriga-o o facto de Passos Coelho persistir na estratégia quando sabe que a aplicação das medidas, duras, de austeridade deixarão os socialistas numa situação de perda que poderia ser capitalizada pelo PSD. "O Governo está em fim de ciclo e dificilmente haverá recuperação do PS em eleições antecipadas". Costa Pinto alude à divisão nas elites do PSD (com ex-líderes a pressionarem a aprovação do OE) e à percepção de que os portugueses "são a favor deste pacto, porque são antipartidos e acham que os partidos devem juntar-se em tempos de crise". Em conclusão, "a jogada é bem arriscada por parte do PSD perante a sociedade, as forças vivas do centro-direita, a instituição presidencial..."

"Num momento em que as elites políticas, sociais e empresariais recomendam um esforço de responsabilidade política tendo em conta o superior interesse do país, o PSD corre mais riscos", vaticina o politólogo Manuel Meirinho Martins. Adverte para o facto de só daqui a muitos meses ser possível haver eleições antecipadas. Passos Coelho teria de arrostar com uma campanha de vitimização por parte de Sócrates, à volta de quem o PS se uniria, e com o provável "fraccionismo" a rebentar no interior do seu partido. "Todo este processo foi conduzido pelo PS como um projecto de conservação de poder. As medidas de austeridade foram anunciadas no início de Setembro, menorizando o espaço de reacção dos vários actores políticos", quando já não podiam ser convocadas eleições, aponta o politólogo. E exemplifica: desde o PSD (entricheirando-o na inevitabilidade de aprovar o Orçamento) ao Presidente da República, que não pode convocar eleições, até ao próprio Manuel Alegre, que ficou com "o seu espaço de contestação limitado ou praticamente nulo". 

Sem dúvidas quanto ao preço que "este braço-de-ferro" tem para o país, o politólogo André Freire compreende a dificuldade do PSD em partilhar a responsabilidade de "um programa assimétrico de austeridade" do Governo socialista. "Teoricamente há várias soluções possíveis [para aprovar o OE]. Mas, na prática, há o PSD", nota. E prevê também que se a opção for o chumbo, os sociais-democratas poderão ser penalizados.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mensagem curta - George Soros alerta: Alemanha põe Europa em risco


COMBATE AO DÉFICE

George Soros alerta: Alemanha põe Europa em risco

07/10/2010 George Soros alerta: Alemanha põe Europa em risco


A insistência das autoridades alemãs no controlo e redução dos défices orçamentais pode provocar uma espiral deflacionista na Zona Euro, alertou o investidor norte-americano George Soros.

"Quando tanto os países credores como devedores reduzem os seus défices, apesar do elevado desemprego, activam uma espiral deflacionista nos países credores. Esta situação pode colocar a Europa num período de estagnação prolongada ou pior", afirmou Soros.


in: http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1679526&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%253A+DN-Economia+%2528DN+-+Economia%2529

domingo, 3 de outubro de 2010

Sálario Minimo Nacional - uma novela

A NOVELA:

O Anúncio

29-08-10 Ferraz da Costa defende cortes nos salários para a economia ganhar competitividade http://economia.publico.pt/Noticia/ferraz-da-costa-defende-cortes-nos-salarios-para-a-economia-ganhar-competitividade_1340930

09-09-10 CGTP sai à rua se salário mínimo não for de 500 euros http://www.tvi24.iol.pt/geral/cgtp-salarios-salario-minimo-governo-agencia-financeira/1190547-5238.html
A contestação 27-09-10 CIP: Aumento do Salário Minímo Nacional deve ser adiado http://aeiou.expresso.pt/cip-aumento-do-salario-minimo-nacional-deve-ser-adiado=f605988

27-09-10 Governo descarta recomendações laborais da OCDE e adiar aumento do salário mínimo http://www.dragteam.info/forum/economia-e-financas/116548-governo-descarta-recomendacoes-laborais-da-ocde-e-adiar-aumento-do-salario-minimo.html

27-09-10 Patrões recusam aumento do salário minímo em 2011 http://economico.sapo.pt/noticias/patroes-recusam-aumento-do-salario-minimo-em-2011_100145.html

27-09-10 CIP: «Recomendações da OCDE estão suavizadas» http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/cip-antonio-saraiva-subsidio-de-desemprego-seguranca-social-ocde-agencia-financeira/1194546-5238.html

29-09-10 Patrões querem aumento do salário mínimo de apenas cinco euros http://www.ionline.pt/conteudo/80748-patroes-querem-aumento-do-salario-minimo-apenas-cinco-euros

30-09-10 PCP quer Governo esclareça se aumenta SMN para 500 € em 2011 http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=144486

30-09-10 PCP quer que Governo esclareça se aumenta salário mínimo para 500 euros em 2011 http://noticias.pt.msn.com/Politica/article.aspx?cp-documentid=154816364
Apoio velado 30-09-10 Ministro das Finanças afasta aumento de salário mínimo http://economia.publico.pt/Noticia/ministro-das-financas-afasta-aumento-de-salario-minimo_1458822
A Vitória 01-10-10 CIP, AEP E AIP congratulam-se com medidas sugeridas pelo Governo http://www.rtp.pt/noticias/?t=CIP-AEP-E-AIP-congratulam-se-com-medidas-sugeridas-pelo-Governo.rtp&headline=20&visual=9&article=379803&tm=6
O Contra-ataque! 01-10-10 CIP defende alguns cortes salariais no sector privado http://economico.sapo.pt/noticias/cip-defende-alguns-cortes-salariais-no-sector-privado_100545.html


QUAIS AS CENAS DO PRÒXIMOS CAPÌTULOS ????